Rui Damião em 2025-4-02
Rui Pinho, da Fortinet, explica como está o Programa de Canal da empresa e aborda a plataformização da cibersegurança
Rui Pinho, Territory Channel Manager da Fortinet
A área da cibersegurança tem-se tornado cada vez mais complexa. Com o mercado a enfrentar uma falta de talento disponível, as organizações viram-se para os Parceiros para oferecerem serviços geridos em cibersegurança, também conhecidos como MSSP. Em entrevista com o IT Channel, Rui Pinho, Territory Channel Manager da Fortinet Portugal, começa por abordar o Programa de Canal da Fortinet que, em 2025, não é muito diferente daquilo que era em 2024. “A nossa estratégia continua a ser a mesma do ponto de vista de áreas”, como Security Networking, que “continua a ser o nosso foco”. Outra área é o Unified SASE, assim como o Security Operations que engloba soluções como EDR e XDR. Com base nestas três áreas, a Fortinet está “a capacitar os Parceiros com várias ferramentas, nomeadamente desde a formação a laboratórios internos”. Também ao abrigo do Programa, existem “especializações que acabam por fazer com que os Parceiros que mais se dediquem a obter este know-how possam, de certo modo, diferenciar-se” através destas especializações e mostrar “para o mercado quem são os Parceiros que estão a abraçar mais este tipo de soluções”. Dar o apoio necessárioComo fabricante, a Fortinet procura trabalhar para “munir os Parceiros de tudo o que é necessário para que possam abraçar qualquer tipo de projeto”, desde “mais pequenos” a projetos “maiores”, uma particularidade do mercado português. Para qualquer tipo de Parceiro – seja o que quer iniciar-se na cibersegurança ou um que já está no mercado há vários anos –, Rui Pinho explica que a Fortinet “tem um portfólio muito abrangente” que colmata as várias vertentes do mercado português. “Um Parceiro que eventualmente venda um determinado tipo de produto, por exemplo um switch ou um access point no âmbito de entrar na área da cibersegurança, pode fazê-lo com a Fortinet”, explica, acrescentando, no entanto, que a Fortinet tem um portfólio “muito abrangente” que permite “construir um roadmap, dependendo da maturidade do próprio cliente e até do próprio Parceiro”. Plataformização da cibersegurançaNos últimos anos, as organizações têm procurado a plataforma de cibersegurança, já não necessariamente o best of breed de cada uma das áreas para poupar tempo e recursos na gestão dos vários elementos da proteção da organização num único local. A resposta da Fortinet é o Security Fabric, um “conceito de integração e de visibilidade com várias soluções, inclusive até com integração de soluções de terceiros e alguns até concorrentes diretos”. Neste momento, é este tipo de soluções que é “cada vez mais procurado” porque “o tempo de resposta é mais importante do que, efetivamente, ter as melhores soluções porque posso ter essas melhores soluções e depois não conseguir ter nem eficácia na resposta e ser atacado na mesma”. Assim, explica, este é um dos “segredos do nosso sucesso”, porque “não basta só integrar; tem de estar nativamente integrados. Uma coisa é termos uma solução que integra com outra, e outra coisa é termos uma solução que, nativamente, é um sistema operativo comum”. É neste sentido que a Fortinet trabalha “há mais de dez anos neste conceito que caminha cada vez mais para a plataforma”. Os Parceiros procuram esta plataformização porque “a otimização dos serviços passa também por aí; se tiver quatro ou cinco consolas, vou ter de ter recursos com know-how. Vou gastar tempo e dinheiro a formar esses recursos para que consigam consolidar toda a informação. A plataforma vai minimizar isto”. |