António Correia, Area Sales Manager da WatchGuard Portugal em 2022-10-26

OPINIÃO

Como podemos garantir que a educação híbrida é segura?

No setor da educação em Portugal, ainda há muito que fazer no que concerne à segurança de utilizadores, dispositivos e dados. Representa, por isso, uma excelente oportunidade de negócio para os Parceiros que contem, no seu portfólio, com soluções adequadas a este vertical

Como podemos garantir que a educação híbrida é segura?

A digitalização acelerada que resultou da pandemia e a necessidade de se adaptarem rapidamente ao ensino à distância tornaram as escolas no alvo perfeito para os cibercriminosos. Além disso, em comparação com as universidades e com base nas desvantagens em termos de tecnologia e competências disponíveis, o ensino primário e secundário está ainda menos preparado para enfrentar os novos desafios de segurança, colocados por uma maior exposição e riscos acrescidos.

Os analistas da indústria da cibersegurança afirmam que a educação é o setor mais vulnerável a ciberataques, uma vez que 81,65% dos incidentes relacionados com malware relatados nos últimos 30 dias provêm desta área. Embora seja verdade que a segurança dos dados é uma prioridade para todos os setores, na educação é particularmente importante proteger a informação sensível e a privacidade dos utilizadores, tais como a informação pessoal dos estudantes, das suas famílias e do pessoal em toda a gama de dispositivos utilizados.

Tendo em conta o panorama em que as escolas funcionam atualmente, onde a aprendizagem presencial, virtual e baseada em dispositivos pessoais é permitida, os principais riscos de cibersegurança que afetam este setor são: o ransomware, uma violação da segurança de dados, phishing, ataques DDoS (Distributed Denial-of- Service), vulnerabilidades da IoT, doxing (cyberbullying), falsificação de domínio e o software EOL (fim de vida).

Como conseguir uma educação híbrida e segura

As escolas, com centenas de alunos e professores que devem aceder em segurança à rede onde quer que se encontrem, são um ambiente de rede muito exigente e devem ser protegidas. Felizmente, existe uma série de ações e ferramentas que ajudam a mitigar os riscos online para as instituições de ensino:

  • Concentrar os esforços da formação do pessoal em princípios básicos de cibersegurança e certificar- se de que compreendem a necessidade de cumprir certos protocolos quando se trata de proteção de dados;
  • Nomear um gestor de cibersegurança para assegurar a manutenção das boas práticas, com auditorias regulares e um processo de elaboração de relatórios para assinalar quaisquer problemas ou potenciais violações;
  • Instalar uma solução de segurança unificada que proteja ambientes, utilizadores e dispositivos, seja fácil de implementar e utilizar, e previna potenciais ataques em qualquer fase;
  • Encriptar e fazer o backup de sistemas para assegurar que os dados possam ser recuperados em caso de uma violação da cibersegurança;
  • Configurar redes Wi-Fi seguras, que utilizem VPN para todas as ligações à Internet.

Em resumo: há muitas vantagens na digitalização na educação, mas essas vantagens podem ser ameaçadas por uma cibersegurança deficiente.

A formação nesta área é importante, assim como a implementação pelos gestores de TI de novas soluções que protejam os utilizadores e que lhes permita tirar partido de todas as oportunidades que a tecnologia pode proporcionar.

Em termos de negócio para os Parceiros especializados em segurança, o setor da Educação representa um vertical que não só não deve ser desprezado, como pode significar uma fonte de oportunidades muito interessante e um campo onde ainda há muito negócio que desbravar.

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