2025-2-28

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Tecnologia ótica entre satélites possibilita recorde de transmissão de grandes volumes de dados

A JAXA e a NEC estabeleceram um novo recorde mundial na comunicação ótica entre satélites, utilizando um comprimento de onda de 1,5 μm e atingindo 1,8 Gbps

Tecnologia ótica entre satélites possibilita recorde de transmissão de grandes volumes de dados

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) e a NEC alcançaram a comunicação ótica mais rápida alguma vez registada entre satélites, atingindo uma velocidade de 1,8 Gbps com um comprimento de onda de 1,5 μm, através do sistema LUCAS, que permitiu a transmissão de dados entre o satélite avançado de Observação da Terra-4 “DAICHI-4” (ALOS-4) e o Satélite de Transmissão Ótica de dados em órbita geoestacionária, separados por cerca de 40 mil km.

Esta inovação representa um avanço significativo na transmissão de grandes volumes de dados a partir do espaço. Enquanto a comunicação direta com estações terrestres enfrenta limitações de cobertura, o LUCAS possibilita o downlink imediato de informações, reduzindo a necessidade de múltiplas transmissões. A primeira imagem transmitida através do sistema foi captada pelo DAICHI-4 ao longo do Ártico, Europa e África, o que demonstrou a eficácia da tecnologia.

A NEC desenvolveu a estrutura geral do sistema LUCAS e os terminais de transmissão laser, tanto para o satélite de transmissão de dados óticos como para o satélite de observação da Terra. O sistema utiliza um comprimento de onda de 1,5 μm, uma tecnologia baseada na experiência da empresa no desenvolvimento de comunicações óticas terrestres e subaquáticas. Apesar de apresentar menor eficiência energética, espera-se que os avanços recentes em transmissão de alta velocidade e a longa distância acelerem a sua adoção nas comunicações espaciais, permitindo uma futura integração com redes óticas já existentes.

A comunicação laser oferece vantagens face às ondas de rádio, incluindo uma largura de banda superior e menor risco de interferência ou espionagem. O LUCAS atinge velocidades 7,5 vezes superiores às do satélite KODAMA, que utiliza ondas de rádio da geração anterior de “240 Mbps”. No entanto, a tecnologia exige um alinhamento extremamente preciso entre satélites que se movem a velocidades diferentes, o que foi possível graças ao desenvolvimento de sistemas óticos avançados pela NEC.

Além do avanço tecnológico, o LUCAS desempenha um papel estratégico na utilização e divulgação de dados recolhidos por satélites, incluindo informações SAR e de outras fontes. Com isso, torna-se uma infraestrutura essencial para a segurança e proteção da população, garantindo uma resposta mais rápida e eficiente a eventos críticos.

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