2025-2-28
O Ocelot exige cinco a dez vezes menos recursos e promete ser um avanço na procura por computadores quânticos mais tolerantes a falhas
A Amazon Web Services anunciou esta quinta-feira um novo chip de computação quântica. O Ocelot promete reduzir os custos de implementação da correção de erros quânticos até 90%, em comparação com as abordagens atuais. O novo chip agora anunciado, e desenvolvido pela equipa do AWS Center for Quantum Computing, representa um avanço na procura por computadores quânticos mais tolerantes a falhas e capazes de resolver problemas científicos. O Ocelot, cujo nome se assemelha a ‘oscillator’ (oscilador) e também remete para o ocelote, um tipo de felino, numa referência aos cat qubits usados no chip, exige cinco a dez vezes menos recursos. Estes qubits são responsáveis por suprimir naturalmente certos tipos de erros, reduzindo os recursos necessários para a correção de erros quânticos. Composto por dois microchips de silício integrados, empilhados e eletricamente conectados, os circuitos do Ocelot são compostos por 14 elementos principais: cinco qubits de dados, cinco circuitos de estabilização dos qubits de dados e quatro qubits adicionais para deteção de erros. “Acreditamos que, para tornar os computadores quânticos práticos, a correção de erros quânticos tem de ser a prioridade. Foi isso que fizemos com o Ocelot. Não pegámos numa arquitetura existente para depois tentar incorporar a correção de erros; a correção de erros foi o requisito principal na escolha do nosso qubit”, afirmou Oskar Painter, Head of Quantum Hardware da AWS. Para Fernando Brandão, Diretor de Ciência Aplicada da AWS, “a correção de erros quânticos depende de melhorias contínuas nos qubits físicos. Não podemos simplesmente confiar nos processos convencionais de produção de chips; precisamos de incorporar novos materiais, com menos defeitos, e desenvolver processos de fabrico mais robustos”. |